E então volto às
questões existenciais porque elas sempre têm o poder de me inquietar mais do
que qualquer dúvida prática. Não há necessidade de citar outros que concordem
com minhas afirmações, hipóteses ou quaisquer emaranhados de pensamentos que eu
possa traçar. O que é interno, subjetivo, não-físico, imaterial, transcende
várias esferas ideológicas e em um momento (inexato, talvez) colide com as
ações humanas. Conexões existem, e são incríveis, podem existir em vários
planos, não obedecem a regras, talvez seja uma das coisas mais difíceis de
serem compreendidas. Se elas não agissem, qual o motivo da existência? Ou, não
necessariamente tenha que haver motivo, mas com certeza há uma inter-relação
entre os seres de diferentes cronologias, sendo isto o que nos move, o que guia
as atitudes, o que explica, de forma tão subjetiva, os destinos. Fabuloso é
pensar que não há um único fim, e nem há uma prisão em um ciclo repetitivo,
porém existem as diferentes finalidades. E nesses pensamentos sinto as
explicações de dúvidas antigas, sinto as sensações vividas, sinto os desejos,
sinto o sentido de toda vida. Ligações. Apenas ligações.
Silêncio de Mares
quarta-feira, 20 de maio de 2015
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Reconstruções
Em um determinado momento, ou em vários, na vida, passamos a nos
questionar muitas coisas, principalmente, aquelas que são nossa força motriz, o
que nos impulsiona. Qual a razão daquilo? Não precisa de razão, então é por
sentir? Por acreditar? Quais são os fundamentos?
Tantas questões, tantas
dúvidas.
Paralelo a isto, segue-se uma vida de escolhas que determinam sua
existência em instâncias diversas, as opções podem ser um alívio, mas também
uma tortura, como um casulo infinito.
Nestes pontos específicos, e tão complexos,
que surgem essas piores indagações, como se fossem uma retórica de reflexões,
talvez a busca por um equilíbrio, ou um pingo de sanidade dentro de um sistema
esmagador de vidas.
Provavelmente este discurso esteja tão confuso, sendo
apenas reflexo dos pensamentos que rondam em mim há alguns dias, ou quem sabe
há mais tempo, porém negligenciados e talvez por isto estejam efervescendo de
forma tão intensa.
É tão difícil viver tudo isto, ou, melhor, é tão difícil
viver. E daí quero saber o que é viver? Apenas seguir o curso das coisas?
Isto
não me parece interessante, não parece valer algo. Por vezes, acho que o
sentido de viver está em se sentir bem, ter atitudes que nos tragam bons
sentimentos. E, acredito que o viver não se faz sozinho, o homem é interativo por
natureza, logo, viver também é interagir, seja com quem for, humanos, animais,
natureza, conhecimento, tudo que estiver ao alcance. Por isto, não vejo motivos
para estigmatizar as interações, se isto lhe faz bem. Pra mim, viver tem que
ser significativo, mesmo que o sentido seja só pra você.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
4 Dicas para não ser um trouxa
Perdi a conta de quantas vezes já me senti
uma idiota e tentei consertar isso, pelo menos mentalmente, com um jeito
Pollyana de pensar para minimizar minhas cobranças sobre mim mesma a respeito
dos momentos que “quebrei a cara”.
Mas, aqui vão algumas dicas para se safar
desta vergonha vista e sentida através do espelho mental.
- Não confie em ninguém: talvez a desconfiança seja um bom caminho para evitar um papel de idiota. Por mais que você ache que a pessoa é o máximo, mantenha-se sempre com um olho aberto e o outro fechado (e por que não os dois abertos?). Quando depositamos total confiança em uma pessoa, deixamos o medo (protetor, muitas vezes) de lado e esquecemos de que em algum momento os interesses da outra pessoa podem divergir dos nossos e que ela pode não suprir nossas expectativas em algum momento...
E, falando em expectativas...
- Não coloque suas expectativas nas pessoas: talvez seja uma frase clichê, mas a maioria das pessoas esquecem de lembrar dessas frases quando estão em um relacionamento, seja em amizades ou uma relação amorosa. Deixe um pouco do egoísmo de lado, e compreenda que cada pessoa possui desejos e vontades próprias e nossos vínculos não estão ligados apenas a suprir as necessidades dos outros, mas de ficar em harmonia, compartilhar bons momentos juntos, divertir-se, enfim.
- Seja mais racional: esqueça um pouco a filosofia de Zeca Pagodinho, “ deixa a vida me levar, vida leva eu..” e não tenha atitudes repentinas, que demonstrarão uma certa paixão ou aventura com uma pessoa que depois você poderá arrepender-se e perceber que nada disto valeu a pena. Esse deixar-se levar pelas emoções e sentimentos trazem consequências dolorosas no final, por isto há em nós uma racionalidade que deve ser utilizada frequentemente.
Na verdade, esta última reservei como a
mais importante de todas, pode até esquecer as anteriores, se conseguir cumprir
esta dica, já será o suficiente:
- NÃO SEJA HUMANO
Para seguir todas essas “dicas” que citei
acima é preciso ser uma máquina com uma programação capaz de excluir
sentimentos e experiências.
O que escrevi acima são a maioria das
frases e argumentos que nos dizem sobre como evitar ser um idiota ou quebrar a
cara, ou mesmo ser um trouxa. Na verdade, acredito que as coisas pelas quais
passamos na vida constituem parte das nossas histórias, refletem algumas
características nossas e talvez algumas escolhas e o que ocorre é que quando
algo dá errado nos sentimos um idiota, porém isto se constitui como uma
experiência. Jamais enxergo essas coisas como um fracasso, para mim, “isto é viver, é aprender”, como já
diziam os nostálgicos Timão e Pumba (ahh.. minha infância *_*). Não há como
vivermos presos em uma bolha, se somos seres interativos por natureza, como já
afirmava Vygotsky. E, nas relações estão envolvidos sentimentos, expectativas,
e todo tipo de sensações que possamos ter. Não defendo aqui o exagero, aquele
que causa sofrimentos que perduram longos tempos, mas defendo o ser humano, e o
deixar-se sentir. Acredito que desta forma descobrimos melhor quem somos, do
que realmente gostamos e aprendemos a lidar com nossas metamorfoses diárias.
Para mim, de toda forma, tudo é um aprendizado.
Na lembrança do trecho oportuno de uma
letra do Teatro Mágico, que ao final da escrita deste texto compreendi melhor :
“ Deixar-se levar pelos tons, banhar-se em cores e sons...”
Que haja muito barulho na mente de vocês,
mas que ele não seja silenciado.
_Mares
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