Em um determinado momento, ou em vários, na vida, passamos a nos
questionar muitas coisas, principalmente, aquelas que são nossa força motriz, o
que nos impulsiona. Qual a razão daquilo? Não precisa de razão, então é por
sentir? Por acreditar? Quais são os fundamentos?
Tantas questões, tantas
dúvidas.
Paralelo a isto, segue-se uma vida de escolhas que determinam sua
existência em instâncias diversas, as opções podem ser um alívio, mas também
uma tortura, como um casulo infinito.
Nestes pontos específicos, e tão complexos,
que surgem essas piores indagações, como se fossem uma retórica de reflexões,
talvez a busca por um equilíbrio, ou um pingo de sanidade dentro de um sistema
esmagador de vidas.
Provavelmente este discurso esteja tão confuso, sendo
apenas reflexo dos pensamentos que rondam em mim há alguns dias, ou quem sabe
há mais tempo, porém negligenciados e talvez por isto estejam efervescendo de
forma tão intensa.
É tão difícil viver tudo isto, ou, melhor, é tão difícil
viver. E daí quero saber o que é viver? Apenas seguir o curso das coisas?
Isto
não me parece interessante, não parece valer algo. Por vezes, acho que o
sentido de viver está em se sentir bem, ter atitudes que nos tragam bons
sentimentos. E, acredito que o viver não se faz sozinho, o homem é interativo por
natureza, logo, viver também é interagir, seja com quem for, humanos, animais,
natureza, conhecimento, tudo que estiver ao alcance. Por isto, não vejo motivos
para estigmatizar as interações, se isto lhe faz bem. Pra mim, viver tem que
ser significativo, mesmo que o sentido seja só pra você.