quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

4 Dicas para não ser um trouxa


Perdi a conta de quantas vezes já me senti uma idiota e tentei consertar isso, pelo menos mentalmente, com um jeito Pollyana de pensar para minimizar minhas cobranças sobre mim mesma a respeito dos momentos que “quebrei a cara”.
Mas, aqui vão algumas dicas para se safar desta vergonha vista e sentida através do espelho mental.
  • Não confie em ninguém: talvez a desconfiança seja um bom caminho para evitar um papel de idiota. Por mais que você ache que a pessoa é o máximo, mantenha-se sempre com um olho aberto e o outro fechado (e por que não os dois abertos?). Quando depositamos total confiança em uma pessoa, deixamos o medo (protetor, muitas vezes) de lado e esquecemos de que em algum momento os interesses da outra pessoa podem divergir dos nossos e que ela pode não suprir nossas expectativas em algum momento...
E, falando em expectativas...
  •  Não coloque suas expectativas nas pessoas: talvez seja uma frase clichê, mas a maioria das pessoas esquecem de lembrar dessas frases quando estão em um relacionamento, seja em amizades ou uma relação amorosa. Deixe um pouco do egoísmo de lado, e compreenda que cada pessoa possui desejos e vontades próprias e nossos vínculos não estão ligados apenas a suprir as necessidades dos outros, mas de ficar em harmonia, compartilhar bons momentos juntos, divertir-se, enfim.
  •  Seja mais racional: esqueça um pouco a filosofia  de Zeca Pagodinho, “ deixa a vida me levar, vida leva eu..” e não tenha atitudes repentinas, que demonstrarão uma certa paixão ou aventura com uma pessoa que depois você poderá arrepender-se e perceber que nada disto valeu a pena. Esse deixar-se levar pelas emoções e sentimentos trazem consequências dolorosas no final, por isto há em nós uma racionalidade que deve ser utilizada frequentemente.
Na verdade, esta última reservei como a mais importante de todas, pode até esquecer as anteriores, se conseguir cumprir esta dica, já será o suficiente:

  •  NÃO SEJA HUMANO
Para seguir todas essas “dicas” que citei acima é preciso ser uma máquina com uma programação capaz de excluir sentimentos e experiências.
O que escrevi acima são a maioria das frases e argumentos que nos dizem sobre como evitar ser um idiota ou quebrar a cara, ou mesmo ser um trouxa. Na verdade, acredito que as coisas pelas quais passamos na vida constituem parte das nossas histórias, refletem algumas características nossas e talvez algumas escolhas e o que ocorre é que quando algo dá errado nos sentimos um idiota, porém isto se constitui como uma experiência. Jamais enxergo essas coisas como um fracasso, para mim, “isto é viver, é aprender”, como já diziam os nostálgicos Timão e Pumba (ahh.. minha infância *_*). Não há como vivermos presos em uma bolha, se somos seres interativos por natureza, como já afirmava Vygotsky. E, nas relações estão envolvidos sentimentos, expectativas, e todo tipo de sensações que possamos ter. Não defendo aqui o exagero, aquele que causa sofrimentos que perduram longos tempos, mas defendo o ser humano, e o deixar-se sentir. Acredito que desta forma descobrimos melhor quem somos, do que realmente gostamos e aprendemos a lidar com nossas metamorfoses diárias. Para mim, de toda forma, tudo é um aprendizado.
Na lembrança do trecho oportuno de uma letra do Teatro Mágico, que ao final da escrita deste texto compreendi melhor : “ Deixar-se levar pelos tons, banhar-se em cores e sons...”

Que haja muito barulho na mente de vocês, mas que ele não seja silenciado.
_Mares