E então volto às
questões existenciais porque elas sempre têm o poder de me inquietar mais do
que qualquer dúvida prática. Não há necessidade de citar outros que concordem
com minhas afirmações, hipóteses ou quaisquer emaranhados de pensamentos que eu
possa traçar. O que é interno, subjetivo, não-físico, imaterial, transcende
várias esferas ideológicas e em um momento (inexato, talvez) colide com as
ações humanas. Conexões existem, e são incríveis, podem existir em vários
planos, não obedecem a regras, talvez seja uma das coisas mais difíceis de
serem compreendidas. Se elas não agissem, qual o motivo da existência? Ou, não
necessariamente tenha que haver motivo, mas com certeza há uma inter-relação
entre os seres de diferentes cronologias, sendo isto o que nos move, o que guia
as atitudes, o que explica, de forma tão subjetiva, os destinos. Fabuloso é
pensar que não há um único fim, e nem há uma prisão em um ciclo repetitivo,
porém existem as diferentes finalidades. E nesses pensamentos sinto as
explicações de dúvidas antigas, sinto as sensações vividas, sinto os desejos,
sinto o sentido de toda vida. Ligações. Apenas ligações.